Fatores de coagulação relacionados às trombofilias

Testes qualitativos para detecção das principais mutações relacionadas às trombofilias

A trombofilia é uma alteração na hemostasia, que leva à tendência, hereditária ou adquirida, de fenômenos trombóticos venosos ou arteriais. É caracterizada por promover alterações na cascata de coagulação sanguínea, resultando em um maior risco para trombose, além de estar relacionada com o risco elevado no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O sucesso gestacional também depende de uma adequada circulação uteroplacentária. Anormalidades nesta rede vascular estão relacionadas com restrições no crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, partos prematuros e abortos recorrentes. Além disso, a Anvisa e as agências reguladoras internacionais vêm analisando e monitorando os riscos do uso de anticoncepcionais, particularmente em relação ao risco de formação de coágulos (eventos tromboembólicos).

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, antes do início do uso de qualquer contraceptivo, deve ser realizado um minucioso histórico individual da mulher, seu histórico familiar e um exame físico incluindo determinação da pressão arterial.

Como a maioria dos casos de trombofilias cursa de modo assintomático, a detecção de mutações genéticas em pacientes portadores de eventos tromboembólicos é recomendada para o esclarecimento das causas e para a avaliação dessas mutações em familiares, mesmo que esses ainda não tenham apresentado nenhum sintoma.

Portanto, os testes de mutações genéticas devem ser aplicados para a população que apresente as seguintes circunstâncias:

  • Casos de trombose venosa em idade inferior à 50 anos;
  • Casos de trombose venosa em locais não usuais (ex: veias hepáticas, mesentéricas e cerebrais);
  • Trombose venosa recorrente;
  • Histórico de trombose venosa na família;
  • Casos de trombose venosa em grávidas;
  • Infarto do miocárdio em mulheres fumantes com idade inferior à 50 anos;
  • Mulheres com histórico de abortos recorrentes, pré-eclâmpsia severa, ruptura placentária, retardo do crescimento fetal;
  • Mulheres em uso de contraceptivos orais.

Importância do Diagnóstico

Estudos apontam que mais de 60% da predisposição à trombose sejam atribuídos a fatores genéticos. As trombofilias atingem cerca de 15% da população caucasiana que possui a pré-disposição. Abortamentos recorrentes acometem aproximadamente 12 a 15% das gestações clinicamente diagnosticadas, e afeta 2% da população em idade reprodutiva.

Por isso, o diagnóstico molecular das trombofilias é altamente relevante para a identificação de portadoras, naquelas situações em que a condição é possível, mas não obrigatória (fi lhas de mulher portadora). Ou ainda, naqueles casos em que, embora não exista história familiar prévia, ocorreu nascimento de indivíduo com a doença.

O diagnóstico molecular permite estruturar um programa de aconselhamento genético/orientação familiar que permite determinar com precisão a condição genética da doença (hereditária ou esporádica). Os dados advindos dessa determinação disponibilizam potenciais informações quanto às características da doença, riscos de recorrência, modalidades de transmissão genética e diagnóstico
pré e pós-natal.

Fator II

Também chamado de protrombina, o Fator II é uma proteína sanguínea sintetizada no fígado, a qual na presença da vitamina K e ao final da cascata de coagulação, induz a transformação do fibrinogênio em fibrina, participante dos mecanismos de controle da coagulação.

O gene responsável pelo Fator II está localizado no cromossomo 11 e sua mutação está associada diretamente ao aumento nos níveis de protrombina no sangue, aumentando o risco na formação de tromboses venosas.

Em pacientes com eventos tromboembólicos, a prevalência do alelo mutante varia de 4 a 7%, enquanto que em indivíduos normais, a frequência está estimada em torno de 2%.

Especificação Descrição
Alvo Mutação G20210A do Fator II
Metodologia/Tecnologia qPCR/TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-FII-MB
Registro ANVISA 80502070031

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Fator V de Leiden

O Fator V de Leiden é uma mutação na posição 1691 no gene do Fator V. Essa mutação resulta no fenótipo chamado resistência à proteína C ativada, e é observada em 20% a 40% dos pacientes com trombose.

Os portadores heterozigotos que apresentam essa mutação tem risco de desenvolver trombose de 5 a 10 vezes mais do que pessoas sem a mutação. Os portadores homozigotos, por sua vez, possuem risco aumentado de 50 a 100 vezes, quando comparados com não portadores do Fator V de Leiden.

Especificação Descrição
Alvo Mutação de Leiden (G1691A)
Metodologia/Tecnologia qPCR/TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-FV-MB
Registro ANVISA 80502070032

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MTHFR C677T

O MTHFR é uma enzima-chave para certos processos biológicos, dentre eles a conversão de homocisteína em metionina.

Mutações em genes que codificam essa enzima provocam redução significativa da atividade da mesma, causando a hiperhomocisteinemia.

Essa condição está relacionada a risco elevado para doenças cardiovasculares e maus resultados gestacionais.

O genótipo homozigoto para o polimorfismo C677T está associado ao aumento de 25% da concentração plasmática da homocisteína, que pode gerar alterações genéticas em feto de mulheres grávidas e tromboembolismo.

Especificação Descrição
Alvo Mutação C677T do MTHFR
Metodologia/Tecnologia qPCR/TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-C677T-MB
Registro ANVISA 80502070026

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MTHFR A1298C

Outra mutação pontual conhecida para o gene que codifi ca a enzima MTHFR é a substituição de base nitrogenada no nucleotídeo 1298 (polimorfi smo A1298C). Essa mutação, assim como o polimorfi smo C677T, também resulta em níveis elevados de homocisteína.

O genótipo homozigoto para o polimorfi smo A1298C também é considerado patogênico, pois aumenta consideravelmente os ricos para eventos trombóticos e também abortamentos de repetição. Indivíduos heterozigotos para os dois polimorfi smos (C677T e A1298C) também apresentam alto risco para eventos vasculares.

Especificação Descrição
Alvo Mutação A1298C do MTHFR
Metodologia/Tecnologia qPCR/TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-A1298C-MB
Registro ANVISA 80502070028

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PAI-1 

O Inibidor do ativador do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) é uma proteína secretada em resposta as reações inflamatórias que participa da hemostasia através da sua atividade regulatória sobre o processo da fibrinólise. O PAI-1 é responsável pela inibição do ativador do plasminogênio tecidual (t-PA) e da uroquinase (u-PA), inibindo assim a clivagem de plasminogênio em plasmina de modo a impedir a dissolução do coágulo.

Existe um polimorfismo na região promotora do gene do PAI-1 conhecido como 4G/5G. O alelo 4G está associado a uma expressão gênica aumentada, refl etindo em maiores concentrações de PAI-1 circulante, enquanto a presença do alelo 5G resulta em níveis mais baixos de PAI-1. Indivíduos portadores do alelo 4G em homozigose possuem maiores chances de apresentarem eventos
tromboembolíticos e doenças cardiovasculares.

Especificação Descrição
Alvo Mutação 4G/5G do PAI-1
Metodologia/Tecnologia qPCR/TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-PAI1-MB
Registro ANVISA 80502070055

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